O brilho das luzes do palco do Miss América não escondeu a chama acesa nos bastidores. Audrey Kittila, finalista entre as cinco melhores do concurso em setembro, revelou que sua trajetória no universo da beleza foi transformada por Deus em uma plataforma de impacto eterno — alcançar outras mulheres com o Evangelho.
A entrevista marcante aconteceu durante uma sessão da Convenção Batista da Geórgia, conduzida pelo presidente Steve Browning, que ressaltou que a missão cristã vai além do púlpito e encontra lugar até nos corredores de competições seculares.
Em uma declaração preservada durante o evento, Browning afirmou:
“Representamos centenas de milhares de pessoas que estão em nossos bancos a cada semana que têm o desejo de levar adiante o Evangelho de Jesus Cristo.”
O líder também realçou que essa proclamação pode vir de diferentes vozes e palcos:
“Mas elas não farão isso através de um púlpito; farão por meio da plataforma que Deus lhes deu.”
E Audrey foi exemplo vivo dessa verdade.
Infância construída por muitas mãos e muitos joelhos de oração
Criada em Alpharetta, em um ambiente onde a fé circundava sua rotina, Audrey testemunhou que a igreja local não apenas moldou sua espiritualidade, mas sustentou suas jornadas mais intensas.
“Na verdade, isso fez toda a diferença”, contou ela, ao destacar o apoio coletivo recebido dos membros da igreja:
“De muitas maneiras, embora sim, meus pais tenham me criado, também fui auxiliada pelos membros da minha igreja local.”
Ela recordou os momentos invisíveis pressionados pela competição, mas visíveis por Deus:
“Quando eu estava nos bastidores do Miss América ou do Miss Geórgia, eram as pessoas da minha igreja local que estavam orando por mim e me apoiando.”
Lives, teclado e identidade que confronta a cultura
Com o tema anual “Everyone, Everywhere”, Audrey compartilhou como a autenticidade e a coerência espiritual abriram portas improváveis nos bastidores.
“Usar qualquer plataforma para Jesus começa com viver uma vida que pareça diferente”, declarou. E completou com simplicidade poderosa: “Isso fez toda a diferença.”
Em um ambiente que tenta padronizar aparências e silenciar vozes de fé, ela afirmou:
“As indústrias das quais participei dão muito valor à aparência e ao sucesso que você alcança, mas então comecei a refletir e percebi que isso é apenas cultura.”
Audrey também reforçou:
"Estão descobrindo a verdade”, ecoando sua crença de que algo maior está em progresso no mundo muçulmano e no meio secular.
O piano no lobby e o toque no ombro que virou testemunho
Entre todos os relatos, um momento se destacou por sua força simbólica. Durante o Miss América, Audrey sentiu um impulso do Senhor para adorar ao piano no lobby do dormitório.
Ao relembrar o diálogo que se seguiu, ela contou:
“Ela me tocou no ombro e disse: ‘Audrey, eu não conheço essas músicas. Eu não conheço o amor sobre o qual essas canções falam.’”
A partir dali, o improvável se tornou imortal: “Oportunidade de evangelizar”.Ela disse ainda que a conversa permitiu “compartilhar o Evangelho” e principalmente “ouvir a história dela”.
Mentoria que prepara vozes para o momento certo
O impacto que Audrey gera hoje, segundo ela, começou com discipulado. Respondendo sobre a importância do preparo da nova geração, ela destacou:
"Eu diria a esses jovens sobre a importância da mentoria."
E afirmou com emoção:
"Elas me ensinaram como é compartilhar o Evangelho."
Para ela, a mentoria não é apenas acompanhamento é envio:
"Precisamos que nossos jovens recebam mentoria para que, quando assumirem posições de influência, estejam preparados… para compartilhar o Evangelho nessas circunstâncias."
Browning concluiu:
"Isso é discipulado, pessoal. Estamos formando campeões para Jesus Cristo."
Influência estadual sob ameaça, mas sob propósito
Assim como outros que ousam testemunhar Cristo em ambientes influentes, Audrey não saiu ilesa. Ela carregou pressão e ameaça por permanecer fiel ao chamado.
A entrevista encerrou com oração coletiva, conduzida por Browning, que disse:
“Senhor, oramos por Audrey.”
E também:
“Fortaleça a voz dela para continuar proclamando esta mensagem do Evangelho a um mundo sombrio que certamente precisa ouvi-la.”
O líder agradeceu a Deus por lhe dar influência em todo o estado, pedindo que ela:
“a use bem para conduzir muitas pessoas a Ti.”
A história de Audrey Kittila é um lembrete claro: quando alguém carrega sua identidade em Cristo, Deus transforma bastidores em púlpitos, música em mensagem e oportunidades em movimento.
A fé não estava no troféu que ela poderia conquistar, mas nas vidas que ela já alcançava enquanto ninguém via — e o mundo só está começando a perceber.
Com informações: Christian Index e Baptist Press
