Pesquisa revela: maioria dos brasileiros considera aborto e maconha práticas imorais

 Um novo levantamento do instituto Real Time Big Data aponta que a maioria dos brasileiros mantém uma visão crítica sobre temas morais que impactam diretamente a sociedade. Entre os principais destaques, estão a rejeição ao aborto e ao consumo de maconha.

Segundo os dados, 63% dos entrevistados consideram o aborto uma prática imoral, enquanto apenas 26% afirmam não ver problema. A rejeição cresce significativamente entre pessoas com 60 anos ou mais, chegando a 87%. Já entre jovens de 16 a 34 anos, esse índice cai para 40%, mostrando uma diferença geracional importante.

Quando analisado o cenário político, a diferença é menor: entre eleitores de Jair Bolsonaro, 69% consideram o aborto imoral, enquanto entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva, o número é de 62%.

Maconha também enfrenta rejeição

O consumo de maconha também é visto de forma negativa pela maioria da população. De acordo com a pesquisa, 55% classificam a prática como imoral, contra 35% que não veem problema.

A rejeição é ainda maior entre mulheres, atingindo 60%, e cresce expressivamente entre os mais velhos, chegando a 82%.

Outros temas: aceitação e rejeição

Por outro lado, o levantamento mostra maior aceitação em temas como o uso de métodos contraceptivos e o divórcio:

  • Contraceptivos: 81% não consideram imoral
  • Divórcio: 81% também não veem problema

Entre os jovens, esses índices são ainda mais altos, indicando mudanças no comportamento social ao longo das gerações.

Corrupção e pena de morte

A corrupção aparece como um dos temas com maior reprovação, com 56% classificando como imoral. Ainda assim, 27% disseram não ver problema, o que chama atenção para a percepção dividida sobre o tema.

Já a pena de morte apresenta um cenário diferente: 74% afirmam não considerar imoral apoiar a medida, enquanto 19% discordam.

Visão sobre riqueza

A pesquisa também abordou a percepção sobre riqueza. Para 77% dos entrevistados, não é imoral ser muito rico, enquanto 12% avaliam de forma contrária — índice que sobe entre pessoas de menor renda.

Dados da pesquisa

O levantamento ouviu 3 mil pessoas em todo o país entre os dias 30 de março e 1º de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Postar um comentário

Escreva sua mensagem aqui!

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato